Juntos com impactos sanitários, a pandemia da covid-19 trouxe também prejuízos financeiros e impactos para a gestão de negócios. A adaptação repentina ao novo cenário está trazendo uma nova realidade que deve perpetuar o cenário de gestão no pós-pandemia.

Em tempos incertos como esse, conhecer os caminhos necessários para favorecer e otimizar os processos é essencial. Por isso, muitas empresas já estão reavaliando seus sistemas de gestão de pessoas e negócios de forma permanente.

Pensando nisso, nós elaboramos este texto para elencar os desafios e tendências da gestão no pós-pandemia. Confira a seguir cinco ações que sua empresa precisa adotar!

Preocupação com a saúde e bem-estar

Tópicos cada vez mais discutidos, bem-estar e a saúde mental se relacionam diretamente com a qualidade de vida dos funcionários.

Mesmo antes da pandemia, esses fatores sempre foram questão de necessidade e já eram uma tendência na gestão das empresas. No entanto, essa preocupação se tornou ainda mais delicada e urgente devido à pandemia do Covid-19.

Agora com o home office se consolidando, essa vai ser uma discussão ainda mais presente nas organizações. A ansiedade pela ausência de convívio social e neuroses relacionadas à saúde devido à pandemia, dificuldade de lidar com a nova rotina são algumas das questões que podem refletir na produtividade dos funcionários.

Por isso, mesmo à distância, o fortalecimento de iniciativas de bem-estar tem sido uma preocupação constante na gestão no pós-pandemia.

Desenvolvimento contínuo dos profissionais

Há algumas décadas, a contratação de profissionais era focada apenas em conhecimento técnico, com empresas totalmente departamentalizadas. Ou seja, os setores não performavam entre si.

O trabalho hoje em dia é cada vez mais integrado e, principalmente com a realidade do home office, o comportamento e soft skills são pontos chave para a produtividade. É preciso uma habilidade de intraempreendedorismo e capacidade de autogestão.

Mais do que nunca as competências dos profissionais precisam estar de acordo com o que a empresa espera e necessita. E vão além de atitudes básicas a qualquer função, como comprometimento e ética.

Versatilidade para encarar as tarefas do dia a dia e aptidão para contribuir com a empresa em outros desafios são tão importantes quanto comunicação, empatia e visão sistêmica.

Isso implica um trabalho de incentivo à especialização e constante aprendizado da equipe.

Flexibilidade no modelo de trabalho

Uma pesquisa recente realizada pela Cushman & Wakefield apontou que 85% dos executivos entrevistados consideram que a experiência do trabalho remoto tem mais pontos positivos do que negativos.

A modalidade de trabalho, que já vinha sendo adotada por startups e empresas com mentalidade mais flexível, foi a solução encontrada para diminuir a circulação de pessoas e resguardar a saúde dos funcionários.

E caiu no gosto de muitos trabalhadores. Não à toa, a flexibilização do trabalho presencial daqui para frente é uma realidade e forte tendência para o período pós pandemia.

O home office passou de pauta sobre benefícios e qualidade de vida para gestão financeira e modelo de negócios. Isso porque muitas empresas perceberam que não precisam ter seus funcionários todos os dias no escritório, assim otimizando custos.

Cuidado com a contabilidade, economia e conformidade

A extensão final dos danos econômicos e sociais da Covid ainda não é conhecida, tampouco pode ser mensurada.

O cenário de incertezas e imprevisibilidade requer das organizações um cuidado maior em relação ao ponto de equilíbrio financeiro. Esse cuidado evita que as empresas fiquem no vermelho e corram risco de fecharem as portas com grandes prejuízos.

Adequação à LGPD

A tecnologia é nossa grande aliada nos negócios, ajudando não somente na captação de novas parcerias e clientes, como também na consolidação de modelos de negócio já presentes no mercado.

O uso dos recursos tecnológicos, entretanto, exige cuidado e atenção diante das ameaças cibernéticas trazidas. Por isso é muito importante manter o foco nas medidas de segurança e na gestão de riscos. Especialmente no que tange a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

A nova lei prevê regras para coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais, inclusive no meio digital. As empresas que não cumprirem com a garantia de segurança da empresa e dos clientes podem sofrer multas de até 2% do faturamento limitados a R$ 50 milhões, além de outras penalidades.

Ainda há muitas dúvidas sobre o que será o chamado “novo normal”, mas uma coisa já se sabe, o modelo antigo de negócio já está defasado e não devemos voltar a trabalhar em cima dele.

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